Meu Espaço...

Neste blog encontrarão algumas atividades realizadas no curso de formação de tutores da UFRGS/FACED, especificamente referentes à interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade.E também encontrarão algumas reflexões acerca da atividade de tutoria que venho desenvolvendo no curso de Pedagogia a Distância da UFRGS.

22.11.06

Um ótimo final de semana


Estamos felizes porque amanhã, dia 2 de dezembro teremos o prazer de compartilhar momentos do nosso dia com os tão esperados cursistas do PEAD. Tenho certeza de que este encontro entrará para a história de todos nós, o primeiro de muitos e envolvendo os cinco pólos (Sapiranga, Gravataí, São Leopoldo, Alvorada e Três Cachoeiras).
Desejo muita alegria para este dia e que possamos aproveitar cada segundo deste grande encontro trocando experiências com este cursistas que têm nos ensinado muitas coisas, entre elas o valor da solidariedade e das boas e sólidas relações.
Beijos para todos os cursistas do PEAD/UFRGS.

26.9.06

Uma linda mensagem


Esta linda mensagem encontrei no blog da cursista Tamires e fiquei muito feliz por perceber seu entusiasmo e dedicação ao curso, assim como também tenho visto acontecer com os demais curistas.
Vivamos então, a vida como uma peça de teatro, fazendo o melhor que podemos, nos dedicando, criando, vibrando, sentindo o prazer de existir. Contemplemos cada amanhecer, cada anoitecer como um acontecimento e façamos de nosso viver uma música alegre e boa de ser ouvida.
Acreditemos que podemos fazer os dias serem melhores, mais intensos, otimistas e significativos e...
Depois de tudo isso, paremos para refletir sobre os acontecidos. Se foram bons, continuemos caminhando no trilho da felicidade e da vitória. Se foram tristes ou ruins, talvez tenha chegado o momento de pararmos para pensar em nossas ações, em nosso jeito de contemplar a vida ou quem sabe de reorganizarmos nosso cotidiano para que possamos viver melhor e sermos pessoas agradáveis de se conviver. Talvez tenhamos que ser mais otimistas e mais crentes em nossa própria capacidade de criar, mudar, inovar...

21.9.06

A primeira semana virtual


Esta primeira semana de acompanhamento virtual dos cursistas foi muito rica em aprendizagens. Revisitando as atividades realizadas nos blogs, nos webfólios pude conhecer um pouco mais cada aluno, perceber suas angústias, facilidades, dificuldades etc. No atendimento online percebi que os problemas encontrados pelos cursistas estavam mais atrelados à dificuldade de acesso ao ambiente virtual ou ao uso de algumas ferramentas como webfólio, fórum. Tudo muito natural, pois tudo ainda é muito novo e são muitas ferramentas para serem usadas e compreendidas. Vejo que passo a passo os cursistas estão se apropriando deste espaço virtual que hoje integra suas vidas. Meus parabéns a este grupo tão especial e guerreiro. Continuem com esta força de vontade e vencendo!!

Para pensar...


Por que muitas vezes buscamos o que está tão longe? Por que buscamos o inacessível? Talvez tenha chegado o momento de olharmos para dentro de nós mesmos e buscarmos aquilo que nos motiva a viver. As respostas podem estar dentro de cada um de nós!!

8.9.06

Avaliando o início das atividades no pólo de Três Cachoeiras

Sempre que iniciamos uma atividade ficamos ansiosos por começar a colher os frutos. No pólo de Três Cachoeiras não foi diferente. Atuar como tutora neste pólo possibilitou-me conhecer uma nova realidade, com suas especificidades e singularidades. Após 17 dias de atividades acredito ter chegado a hora de parar e rever tudo que foi construído, rever as (in)conclusões também, refletir sobre o caminho percorrido e os desafios futuros. É isto que pretendo fazer, reconstruir tudo que foi vivenciado até então.

No primeiro dia em que conheci o grupo de cursistas percebi que seria um grupo diferente. E hoje posso afirmar que não me enganei. A caminhada desse grupo, de modo geral, tem sido muito rica em aprendizagens. Paulatinamente os aluno têm se apropriado das ferramentas de trabalho e se aventurado a utilizá-las. Na primeira semana tudo era novidade. Para muitos foi o primeiro toque no computador, no mouse, etc. Para outros a primeira vez que souberam da existência do e-mail, do blog, do chat...Tantas novidades que encantavam e ainda encantam desse grupo.
Vejo como oportuno comentar algumas cenas mais significativas deste processo muito novo também para nós tutores.Contudo, não citarei nomes.
* No quarto dia de curso recebi um e-mail muito emocionado de um aluna que dizia só estar no curso porque no encontro anterior eu havia lhe dado atenção e lhe ajudado na criação do blog.
* Em um dos encontros presenciais recebi abraços calorosos de duas alunas que estavam muito felizes porque eu havia respondido seus pedidos de ajuda via e-mail.
* Ao longo das últimas semanas tenho trabalhado no msn com duas cursistas que estão criando páginas no pbwiki pessoal.
* Tenho recebido alguns e-mails de aluans agradecendo pela oportunidade que a UFGRS está lhes dando de fazerem este curso a distância. Comentários como estes também são percebidos nos blogs da maioria dos cursistas que se sentem honrados por serem alunos desta universidade. Cenas emocionantes não faltam: no segundo dia de atividades no pólo, tive o prazer de ajudar duas cursistas a manusearem o mouse. Segurei nas suas mãos e fomos vagarosamente "domando o bichinho" como me disseram.
Só quem esteve lá no pólo pode lembrar do dia em que a professora Marie Jane falou para os cursistas que teriam que se deslocar até o campus em Porto Alegre para fazerem os cartões de identificação da universidade. Víamos nos olhos deles a emoção por tudo que estava acontecendo. Uma das cursistas, vibrava e seu corpo todo estava em sintonia, tremendo, mas não de medo, sim de alegria.
Tenho estado conectada com algumas cursistas até mesmo no final de semana, quando muitas vezes apenas querem dicas para melhorarem os blogs.
Claro que no grupo encontramos alguns cursistas ainda temerosos com o que está por vir. Não sabem se darão conta, se conseguirão realizar as atividades. Outros ainda não se deram conta, diante de tanta novidade, do que realmente é o PEAD. Ainda não estão compreendendo que terão que dedicar 20h semanais para o curso. Mas tudo é questão de tempo, logo se habituarão e conseqüentemente, se organizarão.
Vejo que é importante falar sobre as dificuldades também. Agregado às dificuldades de domínio tecnológico está o problema das máquinas do laboratório, algumas estão lentas demais e isto tem sido um aspecto negativo, tem gerado um sentimento que não queríamos que surgisse, a revolta (descontentamento) por não conseguirem terminar e muitas vezes nem começar as atividades. Sabemos que este é um sentimento normal. Quem de nós não ficou furioso diante de um computador que não quuis trabalhar? Pensemos agora esta fúria acontecendo com alguém que nunca tinha tocado num computador e tem seus primeiros contatos marcados pela angústia de não conseguir acompanhar o grupo ou ter que esperar um amáquina desocupar para dar conta do solicitado. Infelizmente, alguns cursistas em um encontro acabaram desistindo de esperar e foram embora.
As dificuldades sempre aparecerão. Se pudermos contorná-las melhor será. Fazendo um balanço deste começo posso afirmar que a força de vontade e a vibração dos cursistas têm sido o diferencial. E esta garra demonstrada tem marcado o crescimento de cada um. Estão animados, cheios de expectativas, ainda em processo de reconhecimento de tudo (ferramentas de trabalho, realidade do ensino a distância etc.).Vejo que o desafio que teremos será o de contribuir para a construção da autonomia por todos. Como todo o início no desconhecido estão super dependentes dos tutores do pólo, da sede, dos professores. Estão se situando, fazendo descobertas. O hábito de acessar o ambiente virtual, o ROODA terá que ser incentivado por nós e isto também está relacionado com a percepção da importância deste ambiente para o andamento do curso.
Como tutora, penso que o acompanhamento sistemático dos cursistas deverá ser uma meta semanal, diária. E acompanhar com qualidade, valorizando seus saberes, suas práticas, propondo novas reflexões, olhar atentamente para suas produções no ambiente e fora dele para que consigamos mapear a participação real deste aluno. E ter a sensibilidade de perceber quando este aluno está com dificuldades, quando está desestimulado, enfim, dar suporte e continuar estabelecendo uma relação de segurança e respeito com todos, acreditando em seus potenciais.

5.9.06

O início no pólo de Três Cachoeiras


Três Cachoeiras, um local ótimo para quem deseja encontrar um povo hospitaleiro, agradável, vibrante. Estou muito feliz por estar acompanhando, como tutora, este grupo e estar aprendendo muito com suas experiências.
Apesar do impacto diante da tecnologia, dos novos programas, das novidades, o grupo tem se mantido muito empolgado e com vontade de vencer os obstáculos. Aos poucos os medos estão dando lugar a vontade de aprender, interagir, criar.

22.7.06

Sobre a usabilidade do ambiente E-proInfo

Comentários de Alexandra, Damiana e Silvestre

Na página principal percebemos que não houve muito destaque para os links. Existe uma diferença na cor destes, porém eles precisariam ter um efeito diferente convidando ao acesso. Deveriam mudar a cor quando acessado uma vez pelo menos.
Não há um link que indique a saída com segurança do site.
Quando ocorre a troca de turma a cor do menu permanece a mesma, não havendo uma diferenciação clara do ambiente em que o aluno se encontra, havendo uma única indicação no canto superior direito, em letras muito pequenas, sobre o nome desta turma. Dando maior destaque para o nome da turma facilitando a sua localização.
Muitos links geram certa ?confusão? nesta navegação, sendo um excesso, cabendo ao administrador habilitar os significativos para a proposta de cada turma.
As ferramentas da tela principal deveriam ser desabilitadas, pois confundem os alunos.
No fórum, as caixas de texto poderiam ser menos fragmentadas, pois não se sabe ao certo quando começa um texto e quando termina um outro, ficando muito poluído visualmente. O excesso de clicks também é um fator negativo na usabilidade não possibilitando a visão das contribuições como um todo, restringindo-se a uma percepção fragmentada. E a organização do fórum atual não é convidativa a leitura e participação pelo usuário. A interface do fórum não permite uma boa interatividade.
A linha de sub-menu horizontal gera dificuldade de navegação, exigindo muita atenção e uma boa psicomotricidade e também boas condições do mouse, pois com freqüência se ?perde? o link, ocasionando atraso no acesso aos conteúdos de interesses.
Seria interessante que os chats ficassem gravados dentro do próprio módulo, que pudessem ser acessados a qualquer tempo. Os chats poderiam ser visualizados desde o início da sessão por ?novos? usuários e a quantidade de caracteres do texto poderia ser ampliada. Vemos como importante também a visualização com a imagem dos interlocutores.
Um aspecto que interfere bastante no desenvolvimento das atividades é o tempo de acesso aos diferentes links e recursos do ambiente.

12.7.06

Síntese individual do fórum - atividade 9


Síntese individual - atividade 9

A atividade 9, como consta no blog colaborativo, tem como enfoque "Construção de concepções de humano mundo - educação: a perspectiva marxista". Esta atividade envolve vários passos na sua realização. O primeiro deles é a formação de grupos a partir de imagens. Penso que este processo inicial gerará confusão para os alunos que terão que percorrer os blogs dos colegas em busca das imagens/colegas, mesmo com o uso do bloglines encontrarão entraves nas buscas (tempo, conexão, acesos aos 400 blogs). As próximas etapas da atividade contêm a leitura de textos (um por grupo) e a conseqüente produção de uma síntese coletiva para o mesmo, que na minha opinião é bastante longo e complexo, a utilização da ferramenta Wiki como meio de elaboração desta síntese coletiva etc., a criação de um link permanente (no seu blog) da postagem feita no blog colaborativo conforme previsto na proposta.Acredito que estejam sendo solicitadas atividades demais numa mesma proposta e isto dificultará a sua realização pelos alunos de forma a atender às exigências da interdisciplina e os seus reais objetivos. Ainda mais se pensarmos que nem todos os alunos terão equipamentos rápidos, conexão banda larga, entre outros recursos que viabilizam a realização do solicitado. Além disso, não podemos esquecer que estes alunos terão que produzir uma síntese coletiva em um espaço que talvez nunca tenham ouvido falar, ou seja, terão os vários passos da atividade para resolver e ainda dar conta da aprendizagem de uma ferramenta diferente e que exige o mínimo de entendimento.Talvez fosse oportuno rever os objetivos desta proposta, a dinâmica de formação de grupos poderia ser repensada dada à quantidade de alunos. De repente organizar etapas para esta atividade e ir construindo com os alunos cada uma delas. Isto pensando que uma avaliação processual terá que estar engajada nas exigências das propostas e nas dificuldades que apareçam. A própria explicação da atividade terá que ser melhorada, ser mais pontual, clara e facilitar o entendimento para que os alunos não percam mais tempo tentando compreendê-la ao invés de realizá-la. Ficam as sugestões.

1.7.06

Minha Trajetória no Curso de Formação de Tutores



Como cheguei ...


Todo o caminho que escolhemos seguir tem o seu ponto de partida, o seu eixo inicial. O seu término, não podemos prever, mas vamos construindo a cada passo o novo amanhã, aquilo que se apresenta para nós como possibilidade. Falar sobre o começo, para algumas pessoas pode significar retroceder naquilo que já foi superado, voltar atrás num caminho trilhado. Na minha vida, pensar sobre o começo é rever as bases, o alicerce de minhas ações futuras. É estar aberta para o repensar, o refletir, rever o até então conquistado, as falhas, as dificuldades, o que ainda precisa ser melhorado e aperfeiçoado. E é nesta perspectiva que vou construindo este ensaio, falando um pouco sobre minha trajetória até chegar a ser tutora e como esta vivência está sendo construída ao longo deste curso de formação.
Para conferir a atividade completa visite o endereço abaixo.

http://www.eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mat158372/Tur86485/Atividadeavaliativa.htm



21.6.06

Projeto de Recepção aos Alunos do PEAD

Visite o nosso projeto de recepção aos alunos do PEAD
Grupo1 [ Alexandra, Fabiane, Luciane, Mariângela, Patrícia e Silvestre]

Sem audio http://www.novak.com.br/tutoria/g1pead.exe
Com audio
http://www.novak.com.br/tutoria/g1peadm.exe

16.6.06

Comentário da atividade 8 [Alexandra e Nelza]

Análise da proposta da atividade 8 [ Alexandra e Nelza]

Acreditamos que esta proposta de formação de grupos através imagens, no nosso caso, se tornou uma busca lenta e que por final acabou perdendo seu objetivo integrador, pois na ânsia por não encontrarmos o colega do grupo, acabamos realizando a atividade individualmente atendendo ao prazo de conclusão. Nós sentimos dificuldade num grupo pequeno.. O que dizer num grupo de 400 alunos. Acreditamos que o objetivo é bom e necessário, pois temos que pensar nesta interação, ainda mais na perspectiva de construção do conhecimento que acreditamos. Mas entendemos que será necessária uma remodelada na dinâmica de formação dos grupos e num prazo maior. E uma dinâmica que não envolva a busca por 400 alunos/imagens porque eles não chegarão ao final da atividade por diversos motivos, entre eles, a dificuldade de utilizar uma conexão discada.
Será extremamente desgastante a visita a 400 blogs em busca de imagem iguais. Sugerimos que haja uma subdivisão e que os alunos devam procurar no máximo entre 20 colegas. E, todavia, devem já estar familiarizados com a ferramenta bloglines para que o desgaste seja menor. No nosso grupo ocorreram dúvidas com relação às imagens a serem procuradas, no sentido de que deveriam ser exatamente iguais ou se bastariam encontrar as letras, independentes de suas formas, cores, etc., para a formação dos respectivos grupos. Alguns colegas entenderam da primeira forma e outros da segunda. Estas dúvidas surgiram mesmo que de forma rápida tenha sido comentado na proposta da atividade que as imagens deveriam ser exatamente iguais. Isto também terá que estar muito claro para evitar confusões entre os alunos do PEAD.
Também gostaríamos de comentar a leitura da semana solicitada pela disciplina. Se pensarmos que os alunos terão 4 interdisciplinas e cada uma solicitando leituras e atividades, correremos o risco de terminar o semestre sem aluno. Não podemos esquecer que estes alunos são professores e já possuem outros compromissos com suas escolas, e se logo de início as leituras forem densas ao extremo como é o caso do texto sugerido e as atividades demandarem muito tempo para sua organização e entendimento, possivelmente teremos alunos desmotivados, sentindo-se incapazes, por não conseguirem realizar todas as propostas. A nossa sugestão é que seja pensado um prazo maior para os textos complexos e longos e também lembrar, ao se planejar os textos, do incômodo que é ler através da tela do computador. Cansa-se a visão, a coluna, o corpo em si.

15.6.06

Meu endereço do webnote





Olá pessoal visitem meu webnote! Não esqueçam de deixar um recadinho!!

8.6.06

Comentário - atividade 8

Vejo esta proposta de formação de grupos através de imagens muito desgastante e que por final acaba perdendo seu objetivo integrador. Nós sentimos dificuldade num grupo pequeno. Eu encontrei apenas uma colega até hoje. O que dizer num grupo de 400 alunos "desesperados" atrás das imagens. Acredito que o objetivo é bom e necessário, pois temos que pensar nesta interação, ainda mais na perspectiva de construção do conhecimento que acreditamos. Mas entendo que será necessária uma remodelada na dinâmica de formação dos grupos e num prazo maior. E uma dinâmica que não envolva a busca por 400 alunos/imagens porque eles não chegarão ao final da atividade por diversos motivos, entre eles, a dificuldade de utilizar uma conexão discada.

Também gostaria de comentar a leitura da semana solicitada pela disciplina. Se pensarmos que os alunos terão 4 interdisciplinas e cada uma solicitando leituras e atividades, correremos o risco de terminar o semestre sem aluno. Não podemos esquecer que estes alunos são professores e já possuem outros compromissos com suas escolas, e se logo de início as leituras forem densas ao extremo como é o caso do texto sugerido e as atividades demandarem muito tempo para sua organização e entendimento, possivelmente teremos alunos desmotivados, sentindo-se incapazes, por não conseguirem realizar todas as propostas.
Não estou dizendo que devamos retirar as leituras, até porque elas são necessárias, mas isto deve ser planejado gradualmente, com relação à quantidade e o grau de complexidade.


[ comentário feito no fórum sobre a atividade 8]

Para refletirmos...

FALAR

Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso e, às vezes, também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.

Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não?

E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante?

Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ou outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.

Parece que só conseguimos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passar a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.

Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.

Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolheu, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é verdadeira arma letal das relações humanas.


Martha Medeiros

Comentário - atividade 2

Atividade 2 - comentário dos sítios/blogs visitados


A atividade 2 tinha como proposta: Visitar e comentar (use o sistema de comentários dos sí?tios/blogs) os seguintes ambientes/projetos/páginas:


Tridisciplina - http://www.ufrgs.br/tramse/tridi/ (blog de disciplina)

Gutierrez/su - http://www.ufrgs.br/tramse/gutierrez/blog/ (blog de professor)

Vamos blogar? - http://vamosblogarbr.blogspot.com/ (blog educacional colaborativo)

[zaptlogs] - http://planeta.terra.com.br/educacao/Gutierrez/blogs/zapt/ (blog de projeto)

vida de professor - http://vidadeprofesor.blogia.com/ (blog de professor, outro paí?s, outra realidade)

Sérgio Lima - http://www.sergioflima.pro.br/blog/blogs/index.php/sergio_blog (blog de professor)

Relatos de Experiências - http://quemfaz.blogspot.com/ (blog que relata experiências e projetos na Área da educação)

Visitei estes blogs e pude constatar que o avanço das tecnologias estão favorecendo cada vez mais a veiculação de temas relacionados à educação através do mundo virtual, como ocorre com o uso de blogs. O universo de aprendizagem está extrapolando o espaço de sala de aula e isto acarreta uma mudança de paradigmas.
Em cada blog visitado aprendi algo novo, desde a sua forma de organização dos dados até o conteúdo propriamente dito. Como postei um comentário nos blogs vivitados falarei apenas daqueles que mais me charam a atenção. O blog tridisciplina que compreende as disciplinas de história e sociologia traz trabalhos desenvolvidos pelos alunos, alguns textos informativos etc. Possui o conteúdo e objetivo bem evidente em sua página principal e sua estrutura não causa confusões quanto à busca de informações. O blog Gutierrez aprensenta-se bem organizado, falando sobre as experiências da Susana e contempla temas mais gerais como o caso das borboletas que estão desaparecendo, a experiência da Su com o time de basquete etc. É um blog mais pessoal, mas que contempla diferentes temáticas. Ilustrado e de fácil entendimento.Outro blog que gostei foi o Relatos de Experiências. Através deste blog comecei a manter contato com uma professora de Joenville e estou gostando da troca de experiênias. Há neste blog também projetos desenvolvidos por professores com diversos enfoques, entre eles o que está mais em voga hoje, a copa.
Falando um pouco sobre esta proposta de atividade em si, acredito que ela demanda muito tempo porque não envolve somente o acessar dos blogs, mas o acessar, entender e comentar. Para os alunos que estão chegando talvez estas visitas se tornem exaustivas dada à quantidade de informações dos blogs e as atividades de cada interdisciplina. A proposta é muito boa, pois viabiliza a navagação por outros espaços também educativos, mas poderia ser pensada com menos espaços a serem visitados. Ou até, feita em dois momentos ao longo do semestre. Fica a sugestão!

6.6.06

Atividade 9 _ Grupo A _ Pólo 2

Síntese do texto " Sistema de Ensino e Divisão do Trabalho", de Marx e Engels .

Grupo A [ Alexandra, Luciane, Mariângela, Patrícia e Silvestre]


Ao longo do texto vamos encontrar uma discussão histórica acerca da divisão do trabalho e a questão do ensino pertinente ou não a esta divisão. Vemos que o surgimento da divisão do trabalho está atrelada a divisão entre trabalho material e trabalho intelectual. Logo no início os autores apontam para uma separação que ocorre devido a divisão do trabalho. A separação entre trabalho industrial, comercial e agrícola. E é a partir desta separação que os autores vão delineando as relações dos indivíduos de acordo com os papéis que devem assumir, as formas de exploração.
Na sociedade vamos encontrar uma divisão em famílias. Nas famílias teremos a divisão natural do trabalho, originando o termo propriedade, ou seja, mulher e filhos assumem o papel de escravos do homem. É o início da propriedade privada e da divisão desigual dos bens. Mas a divisão do trabalho propicia uma contradição entre o que é de interesse de um indivíduo ou uma família e o que é de ordem coletiva. Numa sociedade capitalista vemos a ruptura entre o individual e o coletivo. Quando ocorre a repartição do trabalho coletivo, o indivíduo se anula em virtude de uma imposição que lhe é feita. "Ser caçador, pescador, pastor" sem poder deixar de ser isto para não perder seu meio de subsistência. Já numa sociedade comunista, os indivíduos têm espaço para escolhas, para o aperfeiçoamento, tudo porque é a sociedade que regula a produção geral e não um grupo seleto de indivíduos pensantes que governam a força de trabalho, sem espaço para o exercício de outros papéis. O que interessa é o material, a mão-de-obra e não o intelectual.
Assim, na sociedade capitalista, conforme argumentam Marx e Engels, o operário trabalha para sobreviver, pelo salário e a vida em si, começa quando há interrupção desta atividade sofrida, deste sacrifício necessário. É importante comentar a questão da venda da força de trabalho que como bem colocam os autores nem sempre foi tida como uma mercadoria a ser vendida. O escravo, por exemplo, é vendido com sua força de trabalho e ele próprio se transforma em mercadoria, porém a sua força de trabalho não é a sua mercadoria. Já o operário, tem como forma de sobrevivência a venda de sua força de trabalho e por assim dizer, acaba, renunciando à vida.
Os autores ainda falam no decorrer do texto das formas de o capital continuar existindo e para tanto vão discorrendo sobre a diferença entre manufatura e cooperação. Na manufatura o capital existe a partir da cooperação de indivíduos, onde temos a anulação do individual para a valorização do todo porque o individual é somente uma peça da engrenagem. A separação entre as pessoas pensantes (intelectuais, ciência) e os operários (meras peças da máquina) se torna evidente e nas grandes indústrias fará o diferencial. Já dizia um velho ditado"Enquanto uns pensam os outros trabalham".
Enquanto a cooperação simples não causa modificações no modo de trabalhar do indivíduo a manufatura vai o modificando e o fazendo desenvolver habilidades parciais, como ocorre no trabalho em série, uma pessoa coloca o parafuso e desenvolve habilidade para esta função, por exemplo. É desta forma, que a distinção entre classes, vai se constituindo como conseqüência do capitalismo e o operário submetendo-se, não desenvolve seu potencial além do que lhe exigido, figurando como acessório de uma fábrica, oficina etc. Diferentemente do que ocorre como o camponês e o artesão independentes que ainda conseguem aprimorar seus talentos, desenvolver conhecimentos.
É assim que Marx e Engels vão conversando sobre as origens do capitalismo, suas bases, especificamente no que tange à ideologia alemã e apontando suas conseqüências na vida dos indivíduos. E a educação, qual seu papel neste processo de crescimento social, de surgimento das grandes indústrias, da revolução industrial?


Questões propostas pelo grupo




1. Por que hoje, os investimentos na educação brasileira estão mais atrelados aos discursos de campanha política? Será porque os governantes temem que a população, de posse da língua escrita, alfabetizada, crítica, possa lhes causar desconforto e questioná-los com relação à corrupção característica de seus mandatos?

2. Até quando teremos a divisão imposta pelo capitalismo entre trabalho manual e trabalho intelectual?Tem fundamento real prepararmos filhos de operários para serem somente operários? Por que isto ainda perdura em pleno século XXI?

3. Qual é o verdadeiro sentido da palavra humanidade? Está em submeter uns ao poder de outros? E os sonhos, os desejos, as aspirações precisam ser sucumbidas em prol da sobrevivência?Como ocorre em nossa prática diária ? Buscamos quais sujeitos: operários ou intelectuais?

Confira este texto também no seguinte endereço,

http://tutorespead.wikispaces.com/grupoapolo2

4.6.06

Atividade 8 - Meu relato

MINHA TRAJETÓRIA NO CURSO DE FORMAÇÃO DE TUTORES




Quando o curso começou, senti um frio na barriga, uma sensação de estranhamento, uma alegria. A alegria de estar participando de um grupo diversificado e disposto a trabalhar, estudar, construir novos saberes. Mas, como todo o começo e principalmente, um início de caminhada por um caminho ainda desconhecido, os desafios, os obstáculos foram surgindo e eu feliz e disposta a enfrentá-los, não me intimidei.
Penso que o meu grande desafio tenha sido a apropriação das ferramentas de trabalho. Lembro que a primeira vez que acessei o ambiente e-proInfo fiquei perdida em meio a tanta informação. Por onde começar? Era a pergunta que não se calava.
Acredito que os medos, as inseguranças, normais quando nos deparamos com algo novo, se transformaram em vontade de aprender. E é com esta vontade que vou construindo conhecimento, vou enfrentando o desafio de fazer uso adequado do ambiente. Estou aprendendo que nunca estamos prontos, acabados, mas que estamos sempre "sendo", construindo, revendo conceitos, e que neste percurso saber o momento de pedir ajuda é algo necessário e colabora no processo de aprendizagem.
Tenho conquistado muitas amizades, mostrado um pouco dos meus pensamentos, e pensado no curso como um acontecimento. É por isso, que não alimento muitas expectativas, prefiro viver cada momento, cada dia e ir delineando este caminho que hoje já não é tão desconhecido. Tenho me aventurado no ambiente sem medo de não ser compreendida até porque se isto acontecer, terei uma boa oportunidade para rever minha prática.
Esta experiência como tutora tem me viabilizado novos olhares e pensares sobre a educação, sobre relações interpessoais, sobre nossa responsabilidade para com os futuros alunos do PEAD/UFRGS e sobre a importância do estabelecimento de uma prática coerente com os pressupostos e princípios desta universidade.

Minha imagem!!


Meu e-mail é alexandradalpiaz@yahoo.com.br

3.6.06

Comentário - fórum temático atividade 6

Comentário feito no fórum temático da atividade 6, da Interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade

Tema do debate "o trabalho do tutor num curso online". A partir do assunto escolhido, quais suas questões em relação a: gênero, identidade, medo, mitos, ser professor. Quais suas dúvidas e certezas em relação à este assunto?



Fico pensando em como ocorre a constituição da identidade "Tutor". E de que formas as relações de gênero estãos endo problematizadas numa função que se exerce online. Se pensarmos na escola veremos que a identidade aluno não pode ser entendida como natural. Maria Luisa Xavier (2004) em seus estudos mostra que não é uma condição natural,sermos alunos e nos portarmos como alunos, requer aprendizagens, é uma questão cultural. Da mesma forma em que não nascemos civilizados, mas vamos nos civilizando ao longo dos tempos como já comentou Norbert Elias (1994).

Assim, se não nascemos sabendo ser aluno e nem nascemos civilizados, questiono sobre as estratégias pedagógicas e disciplinares que o curso utiliza para que, mesmo a distância, constitua a identidade "tutor". Presencialmente isto está claro e estas práticas podem ser sentidas e percebidas, aprendemos a ser tutores. Mas e a distância, como funciona para que contribua nesta constituição? E de que forma as relações de gênero estão perpassando esta constituição de identidade? Como a questão da diferença está sendo problematizada, pensando a diferença a partir das contribuições de dos Estudos Culturais, de autores como Tomaz Tadeu da Silva, que a põe em discussão?

Deixo estas questões para discutirmos ...

Comentário- atividade 6

Comentário feito no Fórum- atividade temática-6

A tutoria a distância é algo recente e além da sua compreensão devemos nos ater a sua própria construção. Como vamos nos construindo/ constituindo tutores? Como vamos contribuir para que nossa prática possibilite a constituição de alunos mais autônomos? Além da nossa identidade "tutor", também estaremos interferindo para a constituição de identidades "alunos" e temos clareza do aluno que o curso "deseja"? Nos apropriamos dos princípios deste curso de EAD? Refletindo mais, eu diria que intermediar a relação professor - aluno é um desafio porque além das atribuições que temos, enquanto tutores, que também lidar com as diferenças entre todos nós envolvidos, sujeitos nesta trama de relações de poder. Já não está em questão saber o posicionamento dos sujeitos na relação, mas sim, a questão própria da diferença. Como, lidar com a diferença sem o simples apelo para o respeito? Como então problematizá-la, validá-la, significá-la virtualmente, sem que se recorra ao ato de "Ignorar", ao seu apagamento?
Entendo que a palavra TUTOR é pequena para dar conta da complexidade de suas funções, atribuições.

Comentário - atividade 1

Comentário no fórum - Disciplina: Escola, Cultura e Sociedade sobre a atividade 1

A realização da atividade 1 não apresenta dificuldades. O texto de Saramago é muito envolvente, apesar de longo e possibilita uma viagem em seus pensamentos.
Gostei muito de escrever sobre minha escolha profissional porque em cada linha escrita pude reafirmar mais o meu trabalho e ver que fiz a escolha certa. Acredito que os alunos do PEAD não encontrarão dificuldades e também gostarão de poder contar sobre eles, abrindo um canal de comunicação entre suas experiências profissionais e a origem de suas escolhas.

Atividade 4 - comentário do grupo


GRUPO 1 - Silvestre, Alexandra, Patrícia, Luciane, Fabiane e Mariangela


A atividade 4 consiste na leitura do texto "Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima", do Sociólogo Max Weber, onde nos permite entender/compreender o mundo. Após a leitura é solicitado que o aluno faça um texto apontando as principais idéias e contextualizando, ou seja, fazendo uma relação entre teoria e prática, relacionando com a sua própria realidade. Para que o aluno conheça mais sobre Max Weber é proposta a visitação a outros sites que apresentam contribuições sobre o autor. A atividade se propõe a fazer uma relação entre o que o autor apresenta com o que hoje acontece na educação.

O nosso grupo entende que a primeira leitura da proposta da atividade é esclarecedora, apresentando de início uma imagem de Max Weber, o que favorece uma leitura da própria imagem. Traz um texto pequeno, mas que conta um pouco da problemática proposta por Weber, da diferenciação que aparecerá em suas obras entre juízos de valor e os juízos científicos. Estas idéias rapidamente comentadas já possibilitam ao aluno compreender um dos eixos problematizados pelo autor.

Merecem destaque os links que os alunos terão de acessar para ler sobre a biografia de Weber, as obras, os pontos de relevância de seu pensamento, bem como o apontamento que há na página inicial da atividade, de que os alunos deverão estar atentos ao período histórico, à contextualização do autor e sua obra. Este percurso é importante porque muitas vezes esquecemos de fazer este trânsito e desfazemos o pensamento do autor sem perceber que este foi construído em uma determinada época, em uma determinada sociedade e que talvez para aquele momento fossem pertinentes.

Quanto à enquete, situada na primeira página, é interessante porque discute a atualidade do próprio texto sobre Weber, contrapondo diferentes perspectivas. Ao resgatar Durkhein produz um efeito comparativo, demarcando melhor as idéias do autor estudado. Assim, tanto o resgate da perspectiva histórica como os acessos aos diversos links permitem que ao aluno desenvolva um caminho de aprendizagem muito além daquele presente no texto proposto para a leitura da semana.

Quanto à organização e apresentação das atividades a serem desenvolvidas pelo aluno, o nosso grupo sugere algumas mudanças, que poderão tornar a compreensão mais acessível por parte do aluno. Uma das propostas é que se alterem algumas seqüências, de tal forma que a página da Atividade 4 estabeleça uma melhor conexão entre o texto introdutório, a leitura da semana e a atividade proposta. Talvez fosse o caso de colocar em primeiro lugar o texto introdutório, que faz uma ligação com a leitura da semana, instigando o aluno a realizar tal leitura, para depois vir a atividade proposta.

Quanto à elaboração dos textos pelos alunos, é sugerido que o mesmo destaque as principais idéias do autor, contextualize em seu tempo, o que pode significar uma associação com experiências vivenciadas pelo educando, como também com os acontecimentos de nossa sociedade, permitindo interpretação dúbia.

Concluindo, as instruções em relação à publicação das produções acabou gerando dúvidas mesmo em nosso grupo, que acabou postando contribuições no fórum do ambiente eProInfo, mas que não chegou ao entendimento de que também deveria postar no blog da disciplina.

1.6.06


Imagem da atividade 8


29.5.06

Atividade 1- Texto: Por que escolhi ser professora?


Por que escolhi ser professora?


A escolha por ser professora veio antes mesmo de marcar esta opção no vestibular. Fiz esta opção ainda na minha infância, especificamente, quando estava nas séries iniciais do Ensino Fundamental, período em que gostava de chegar da escola e brincar de professora na garagem da minha casa. Lembro que ficava horas ?dando aulas? para os meus irmãos, que nem mesmo entediam o que eu falava por terem apenas quatro anos. Fui crescendo e o desejo permanecia latente. Nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio fui monitora das disciplinas de matemática e química. Preparava aulas e acreditava que poderia ajudar meus colegas a entenderem melhor os cálculos que faziam, ao invés de decorarem as fórmulas que a professora passavam e cobrava nas provas.
Nesse período ainda não tinha noção da responsabilidade que assumia ser professora, mas ainda assim, eu gostava e me empenhava para ser uma monitora-professa. Acreditava que a educação poderia ser algo mais humano do que a que vivenciávamos. Alunos de um padrão tradicional, éramos considerados tabulas rasas, quando na verdade tínhamos muito para contribuir com a aula. Ficava me questionando sobre os conteúdos que tínhamos que decorar e os motivos que nos impossibilitavam de pensar sobre. Assim, nas aulas que dava em turno inverso aos meus colegas, discutíamos hipóteses, resolvíamos juntos os exercícios da professora e íamos percorrendo outros caminhos de aprendizagem que eram mais prazerosos.
Foi a partir destas experiências que pude assinalar um sim convicto na opção Pedagogia do vestibular. Convicto principalmente, porque tinha bem esclarecido o modelo de educação que não queria reproduzir. Hoje não digo que sou professora, mas que, a cada dia, vou me tornando mais professora, aprendendo com meus alunos e refazendo minha prática cotidianamente, refletindo sobre ela constantemente. Ser professora também é uma construção e como tal nunca estamos prontos!


Tenho ousadia para...

Tenho ousadia para (re)inventar o cotidiano de minha prática docente. Eu diria que não é só ousadia, se trata de coragem para desestabilizar certezas, para repensar a prática e se aventurar rumo ao novo e desconhecido, rumos aos desafios. Neste percurso procuro inovar, transformar, modificar em função das necessidades que vou encontrando, do grupo com quem estou trabalhando, sem, é claro, esquecer do paradigma de educação que acredito e nos princípios que o norteiam.
Mas, mesmo tendo clareza dos objetivos da minha prática, do referencial teórico que a embasa,, ainda assim, sei que caminhar na área da educação não é algo fácil, requer persistência, força de vontade e o enfrentamento dos medos, dos obstáculos. Aliás, quem não tem medos? Meu maior medo na prática docente é não atingir meus alunos, não conseguir estabelecer um canal de comunicação e segurança mútuos. Porque sei que se não conquistar meu grupo, se não estabelecer uma relação de trocas, de interação, não serei professora já que a educação se faz nesta relação entre todos, professores, alunos, escola e comunidade.

28.5.06

Objetivo deste blog

Este blog foi criado para a disciplina Escola, Cultura e Sociedade do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS (PEAD). Neste blog estarão as atividades realizadas ao longo da disciplina, no curso de formação de tutores.

26.5.06

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